Open Health
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April 4, 2022

A experiência do paciente na saúde do futuro: perspectivas do Open Health no Brasil

Joana França
Market Intelligence Analyst
Atualmente trabalha como Analista de Inteligência de Mercado na Sensedia.
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O governo brasileiro já estuda medida provisória para criar o Open Health no Brasil. Termo que até então era pouco utilizado no Brasil, agora já se tornou pauta em diversos fóruns de inovação e tecnologia na saúde. Trazendo a fala do ministro Marcelo Queiroga “no Brasil, a adoção do Open Health é questão de tempo, coragem e decisão”.

Recentemente publicamos aqui no blog um artigo sobre o Open Health e como esse movimento promete transformar o setor da saúde. Ainda que desafios de adaptação sejam inevitáveis, já é possível vislumbrar os benefícios para os principais atores nesse ecossistema: os pacientes

Desde o início da pandemia, a transformação digital tornou-se não apenas uma ferramenta para permanência no mercado, como também fundamental para reagir a um cenário sem precedentes. Agendamentos e triagens online, consultas virtuais e delivery de medicamentos são práticas proporcionadas pela digitalização de um dos setores mais tradicionais do país. Dito isso, a modernização da saúde não dará passos para trás ainda que a Covid-19 seja controlada. O futuro promete ainda mais mudanças. 

Quer saber mais sobre essas mudanças pelo Open Health? Continue a leitura!

As perspectivas do Open Health no Brasil

Talvez você já tenha ouvido falar de pacientes que precisaram refazer um exame, pois seu histórico médico não estava disponível de maneira integrada. Ou da demora, de cerca de 90 dias, para fazer a portabilidade de um plano de saúde para outra operadora. Esses são alguns dos problemas que o Open Health pretende solucionar

Em países como Austrália e Israel, o Open Health já é uma realidade na vida de seus cidadãos, que “abraçaram” a medida, pois viram valor tangível em seu dia a dia como pacientes. Já imaginou receber uma mensagem do seu plano de saúde dizendo que você deve procurar o hospital mais próximo, pois as chances de você ter um ataque cardíaco nas próximas horas são altas? Essa é a jornada dos pacientes israelenses que permitiram o compartilhamento de seus dados. 

A medicina tem buscado cada vez mais tornar-se preventiva e não apenas reativa e este propósito pode ser atingido através de dados adequadamente integrados. Através dessas informações e do seu compartilhamento, será possível antecipar doenças em populações de determinadas localidades, comunicar aos pacientes quais tratamentos devem seguir, de acordo com a possibilidade de adoecimento, dentre demais exemplos. 

Além disso, modelos preventivos de medicina possibilitam a redução de custos em tratamentos de doenças e oferecem maior valor aos pacientes. 

As APIs no Open Health ajudando a democratizar o sistema privado de saúde

O Open Health tem como objetivo incluir mais pessoas no sistema privado de saúde. Ainda que, segundo a Agência Nacional da Saúde (ANS), o número de indivíduos beneficiários de planos de saúde tenha aumentado nos últimos cinco anos, isso representa apenas 24% dos brasileiros. 

Através da integração e compartilhamento dos dados do paciente, será possível traçar as suas principais características e necessidades em termos de cuidados clínicos, que, por consequência, permitem aos players do mercado desenvolver ofertas e serviços de acordo com o perfil de cada indivíduo envolvido no ecossistema. 

Todas essas inovações serão habilitadas através do uso e gerenciamento de APIs que, assim como no Open Finance, serão as responsáveis pelas trocas de informações entre diferentes instituições. Seguindo o exemplo das instituições financeiras, os players do mercado de saúde se verão incentivados pelo Open Health a colaborar em um ecossistema aberto, utilizando APIs para o desenvolvimento de novos serviços e produtos. 

As empresas que utilizarem o quanto antes estratégias de negócio baseadas em APIs sairão na frente quando a regulação do Open Health estiver vigente  no Brasil. 

Em um único lugar, pacientes conseguirão acessar seu prontuário eletrônico, fazer comparações entre ofertas de serviços e produtos de saúde, realizar portabilidade de seu plano e muito mais. Tudo possibilitado por APIs abertas graças ao Open Health. Para isso, é importante que as instituições participantes do ecossistema tenham parceiros que as ajudem nessa jornada de digitalização, modernização de arquitetura e agilidade na construção de APIs. A Sensedia já habilitou diferentes empresas em movimentos “Open”, e com o Open Health não seria diferente. 

Entre em contato com um de nossos especialistas e saiba como se preparar agora para essa nova tendência.

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