June 11, 2018
Luiz
Piovesana

Como ajustar velocidade e time-to-market com APIs

No cenário de inundação de produtos digitais e transformações de grandes players para atender demandas do mercado (e não se tornarem presas digitais), uma das métricas mais relevantes para qualquer CIO, CDO ou executivo de TI é time-to-market.Ao mesmo tempo, cada vez mais temos visto que o foco singular em lançar algo rapidamente, mas de forma desestruturada, não alimenta a métrica que realmente importa: time-to-value.Velocidade traz diversos benefícios, não só responsividade em relação às demandas de clientes, mas também a oportunidade de errar rapidamente, aprender e se adequar. Cultura de Experimentação é uma ótima forma de injetar inovação na organização, mas para isso ocorrer adequadamente, é necessário ter as peças certas disponíveis.→ veja como a Natura ganhou produtividade e transformou sua cultura de inovação usando APIsAPIs, em diversas grandes empresas (e startups), são uma das principais ferramentas base para habilitar a inovação, por permitirem um acesso fácil a legados, ERPs e ao backend como um todo para acelerar e dar produtividade em novas aplicações ou integração com parceiros.

Isso significa que velocidade é tudo ao criar minhas APIs? Com certeza, não.

Por APIs serem uma base para inovação e experimentação, elas precisam ser desenhadas de forma que sejam habilitadores de agilidade, não um entrave.Por isso, APIs não podem simplesmente ser um novo formato de todo o backend. Para o desenho ideal das APIs e seus recursos, é necessário um trabalho de estratégia pensando desde a jornada dos usuários, até os potenciais usos e formatos ideais das APIs. E, por fim, um trabalho de design de APIs utilizando os melhores padrões que se traduza em melhor usabilidade e longevidade delas.Ou seja, correr para expor APIs sem este trabalho anterior, com aceleradores como crawlers, ou sem um processo de descoberta do seu potencial uso, é uma ótima forma de desperdiçar esforços e não ter as peças corretas para inovar e operar.Sim, a velocidade de design e disponibilização de APIs é claramente importante, mas da maneira correta: embasada na estratégia completa e com os melhores padrões de design.

A importância de uma estratégia de APIs bem desenhada

As APIs certas serão aquelas que atenderão a estratégia da empresa da melhor forma possível. Num mundo em que todas as empresas são ou serão negócios digitais, o envolvimento de TI com áreas de produtos e canais passa a ser must-have no desenho da estratégia e operação.Por exemplo, o Tribanco percebeu a necessidade de se reposicionar. Porém, em vez de trabalhos pontuais, a estratégia criada foi em torno do modelo Open Banking: um sonho que, apesar de um pouco distante no momento zero, serviu de pauta para todas as transformações executadas desde então: da arquitetura de referência à cultura de execução e, claro, as APIs.Veja aqui como foi este processo do Tribanco.

Afie seu Machado antes e durante

Se você conhece a fábula do lenhador, sabe a importância do planejamento e da preparação para executar algo (se não conhece, veja aqui). Por isso, a estratégia bem desenhada, os potenciais uso levantados e conhecimento dos melhores princípios de design de APIs vão, em conjunto, possibilitar a criação das APIs que trarão o maior valor.Além disso, é sempre importante ressaltar a importância de revisões constantes do executado frente à estratégia, já que é normal demandas do dia-a-dia aparecem e desviarem os trabalhos do rumo principal.

Foco na velocidade para gerar valor

Velocidade é essencial em qualquer negócio. Mas a velocidade cega e sem direção só causa atrasos e perdas devido a re-trabalhos e resultados ruins.A velocidade que importa é aquela que gera o valor real de negócios esperado.

Obrigado pela leitura!

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