December 8, 2016
Ricardo
Peloi

A relação entre APIs e IoT: como a Internet das Coisas irá potencializar a Economia das APIs

Uma cafeteira conectada, uma geladeira inteligente, um chip aqui e outro ali. A relação entre APIs e IoT promete mudar o mundo como o conhecemos!

A relação entre APIs e IoT

A "Internet das coisas", (ou "Internet of Things”, IoT) está se tornando um tema cada vez mais comum em discussões externas à tecnologia. Isso porque IoT já se tornou um termo comercial, influenciando não só o modo como vivemos, mas também a forma como trabalhamos e produzimos valor.Essa tendência cresce em diversas frentes, principalmente em automação doméstica e industrial. Mas o que exatamente é a Internet das Coisas e que impacto terá sobre você?

O que é Internet das Coisas?

Em primeiro lugar, a Internet das Coisas é o fenômeno de transformar objetos "offline em online".Alguns gadgets mais famosos, como o fracassado Google Glass e o quase fracassado Apple Watch, trouxeram algumas dessas novidades para o dia-a-dia dos consumidores, de uma forma mais explosiva. Obviamente, Internet das Coisas não é apenas fracassos. Muito pelo contrário: os eletrodomésticos e utilitários inteligentes, como TVs, lâmpadas, carros e até assistentes pessoais.Nos últimos meses, vimos diversos novos assistentes, como o Google Home e o Amazon Echo. Ambos os aparelhos possuem interfaces para se comunicarem com ferramentas de terceiros. Esse é o caso do Spotify, serviço de streaming de músicas que pode ser acionado com comandos de voz pelo Echo, criando um novo canal de uso da plataforma.De fato, a Internet das Coisas realmente não é um fracasso: estima-se que haverá 50 bilhões de dispositivos conectados até 2020 (veja mais abaixo).Se quiser saber mais, fica uma sugestão: pense em um item corriqueiro e pesquise no Google "item conectado". Por exemplo, "torradeira conectada". Os resultados podem ser surpreendentes!Mas não é só em casa que estão os dispositivos conectados. Isto também se aplica a componentes de máquinas, como um motor de jato de um avião ou a broca de uma plataforma petrolífera, por exemplo. Outro exemplo são as roupas com tecnologias eletrônicas, conhecidas como wearables. Para roupas esportivas, já é uma realidade.Pense bem: qualquer peça, máquina ou dispositivo que puder ter um processador embarcado, melhorando seu desempenho ou adicionando praticidade e funcionalidades, pode se tornar um dispositivo conectado! Já existem até casas inteiramente automatizadas, que podem começar a "preparar o ambiente", ligando o ar-condicionado/aquecedor ou pré-aquecendo o forno para a janta, antes chegada do dono, quando estiver vindo do trabalho, por exemplo.Serviços como o IFTTT cresceram muito e se especializaram em integrar diferentes produtos e serviços. Vale a pena dar uma olhada.

Internet das Coisas e APIs

Uma cafeteira conectada, uma geladeira inteligente, um chip aqui e outro ali. A relação entre APIs e IoT promete mudar o mundo como o conhecemos!

Certo, então a Internet das Coisas está no nosso cotidiano, sendo usada em serviços e na indústria. Mas como ela funciona? Como é possível que uma lâmpada, uma geladeira, ou até roupas conectem-se à Internet e entre si?A resposta está em pequenos processadores, normalmente mais simples do que o seu computador ou celular, mas poderosos o suficiente para coletar dados, processar informações e estabelecer as conexões necessárias. Essa é a parte de hardware. Mas o que interessa para esse texto é o software.A ascensão da Internet das Coisas depende de uma série de tecnologias facilitadoras como RFID, IPv6, Big Data e interfaces de programação de aplicações (APIs).(Se você não sabe o que são APIs, temos uma série de artigos que explica em detalhes)Em resumo, APIs são a chave para conectar dispositivos à internet, pois possuem protocolos simples, fáceis de implementar ao longo de várias diferentes camadas de transporte (WiFi, Bluetooth, celular etc.) e leves em recursos de computação.Basicamente, são pequenos pedaços de software que permitem acessar funções de outros softwares, com poucas linhas de código. No caso do IFTTT, citado acima, é possível fazer conexões como alterar as luzes (lâmpadas Philips Hue) do ambiente quando você acorda, recebe uma mensagem no celular ou até quando sai um gol do seu time.Dessa maneira, as APIs são uma grande contribuição para a democratização de objetos conectados. Assim, a relação entre APIs e IoT passa a ser tão forte e necessária, que o resultado é que a Internet das Coisas irá potencializar a Economia das APIs!Fará cada vez mais sentido usar as APIs prontas, de diversos serviços de qualidade, para integrar e conectar os objetos e dispositivos.O resultado dessa simbiose é uma transformação no mercado da Internet das Coisas.

A revolução do mercado

As APIs estão intimamente ligadas com a Internet das Coisas, pois permitem que você exponha dados e processos de forma segura, fomentando canais de contato e outras aplicações em sua infraestrutura de TI.Com a revolução da Internet das Coisas, cada dia mais e mais empresas vão implantar novas infraestruturas de API para suportar dispositivos conectados, escalando-as para milhões de objetos e bilhões de pontos de dados coletados.Já há alguns anos, há mais objetos conectados do que pessoas. Considerando apenas dispositivos Smart, a estimativa é que chegaremos nos 25 bilhões de dispositivos em 2020 (via Statista e Gartner):

Uma cafeteira conectada, uma geladeira inteligente, um chip aqui e outro ali. A relação entre APIs e IoT promete mudar o mundo como o conhecemos!

E cada dia vão demandar mais soluções de API. Tudo isso significa mais chances para os desenvolvedores e mais oportunidades de negócios!Outro dado interessante: segundo o International Data Corporation, os faturamentos totais em IoT chegarão a 1,7 trilhões de dólares, até 2020! Ta bom ou quer mais?

Segurança acima de tudo

Mesmo com esse prospecto extremamente otimista, nem tudo são flores.As pessoas e empresas que procuram oportunidades na Internet das Coisas com APIs devem levar muito a sério a gestão de dados e recursos. Como elas conectam "coisas" importantes como carros, dispositivos médicos, redes inteligentes e termostatos, a gestão de API deve ser flexível, escalável e — acima de tudo — segura.Com a potencialização das APIs via IoT, é preciso tomar cuidado. Mais e mais dados de todos os tipos (sigilosos ou não) serão transmitidos através das APIs, o que precede sistemas de segurança robustos. As APIs oferecem dispositivos de segurança, que devem ser usados.Você provavelmente não quer hackers invadindo computadores de bordo do seu carro, enquanto você dirige.Conceitos como gerenciamento de APIs é um guarda-chuva sob o qual se agrupam um conjunto de soluções — como gateways, segurança e gerenciamento de acesso — cada um com seu próprio cenário de potencial desastre se algo der errado.Ao contrário dos celulares que constantemente tem seus sistemas redefinidos para enfrentarem melhor falhas de segurança, alguns dos objetos inteligentes podem não ser tão fáceis, ou mesmo possíveis, de atualizar.Um caso recente e triste dessa linha é o encerramento dos serviços da produtora de smartwatches Pebble.Pense sobre isso ;)

Qualidade técnica e recrutamento

Se as APIs são a peça chave para a manutenção da Internet das Coisas, mas, ao mesmo tempo, têm de ser extremamente seguras para que desastres não ocorram, é obvio que as empresas de ponta só contratarão os profissionais mais qualificados.Nesse sentido, o próprio desenvolvimento de dispositivos conectados envolverá conhecimentos de integração, gerenciamento de APIs e segurança de dados.Por isso, se você tem desejo de se tornar um desenvolvedor de primeira é importante pesquisar, estudar e se dedicar. É um assunto ainda novo, com não tanta concorrência, e que exige conhecimentos em tecnologias de integração, redes e um pouco de hardware.Logo, logo a disputa irá aumentar a complexidade dos conhecimentos também. E aí, animado para o futuro com objetos conectados em todos os espaços? Pensando em investir em um negócio, uma API ou no seu conhecimento técnico?Deixe seu comentário sobre o assunto! =)

Obrigado pela leitura!

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