January 5, 2018
Eduardo
Arantes

Benefícios para o negócio com API First

API First: a API sendo a base da estratégia de negócios. E em seguida, os negócios explodem. A ordem é importante: primeiro a API, depois o sucesso!

Design: foco no consumo ou na API?

Qual a forma mais comum de se fazer Design de APIs?Com certeza, o que é possível encontrar na imensa maioria das APIs (públicas, restritas ou privadas) é um uso extensivo do Design focado em consumo.Isto é, a empresa cria serviços e gera informações ao realizar seus negócios. Um dia, alguém percebe que esses serviços e dados podem ser consumidos de formas novas, talvez até algumas que a própria criadora não tenha imaginado antes.Então, decide-se criar uma API! Tais serviços são segmentados em diferentes APIs e endpoints e um modelo de monetização é criado em cima disso, para que a empresa consiga bancar essa nova fonte de custos, e em especial, gere receita como nunca imaginou antes.Porém, essa não é a única estratégia possível. Basta imaginar o cenário em que a empresa pretende construir um serviço e já sabe que ele terá potencial para ser aberto ou que ele irá substituir velhos paradigmas dentro da empresa.Pronto!A API já está nascendo antes mesmo de qualquer serviço ser lançado.Assim, quando seu serviço estiver pronto e for efetivamente lançado, já terá uma API fresquinha, cheia de oportunidades de integrações.Aquela pessoa que vier a conhecer o seu serviço a partir do dia Zero (o dia do lançamento) já pode pensar em oportunidades de validação e integração, porque seu serviço SEMPRE ofereceu essa possibilidade, desde o momento em que foi concebido.Eis o API First! =)

De onde surgiu essa ideia

Se você pensar bem, uma estratégia API First não é nada de realmente brilhante. É simplesmente a forma como negócios são feitos hoje em dia.Em um mundo onde as pessoas podem acessar as informações oferecidas pelo seu serviço a partir de tantos tipos de hardware e software diferentes, é essencial que cada empresa saiba como se aproveitar disso para explorar nichos de mercado novos. Exploramos esse conceito no artigo sobre Omnichannel.Um exemplo clássico disso é o Netflix, que surgiu como locadora de mídias físicas através da Internet e logo se alçou como principal provedora de entretenimento na forma de filmes e séries do mundo. Isso porque eles souberam satisfazer as necessidades de consumo através de tantos dispositivos quanto existem! Ou, como é dito: "Haverá Netflix em qualquer dispositivo que tenha tela!".Isso seria impossível sem a API. Ou seja, API sendo a base da estratégia de negócios. E em seguida, os negócios explodem. A ordem é importante: primeiro a API, depois o sucesso.Além disso, a própria popularização de APIs permitiu que surgissem negócios novos totalmente enraizados em uma API. Ou seja, o negócio É a a API.Essa é uma das formas mais interessantes de se monetizar uma API, pois a empresa que faz isso é essencialmente um SaaS. Dependendo das APIs oferecidas, torna-se rapidamente um PaaS (Plataform-as-a-Service). Fazendo isso, basta que os clientes consumam a API para que o fluxo de dinheiro comece.Há muitas empresas cujo único produto é uma API.

E quando não fazer API First

Até aqui tudo pareceu muito bom.Ter a API desde o início, servindo de base para negócios e aprendizados, realmente pode ser a vantagem competitiva em certos mercados de evolução rápida. Trata-se de oportunidades de inovação que muitos ainda não imaginaram.Porém (e há sempre um porém), API First pode não ser o caso para todos. Basta imaginar uma situação onde as lições aprendidas do consumo de um serviço serão utilizadas para criação de uma API no futuro.O design de uma API envolve uma série de conhecimentos prévios, hipóteses que deverão ser feitas sobre seu público e a forma como o serviço será utilizado.Lançar a API com essas hipóteses ainda cruas pode ser um erro.Então leve isso em consideração ao criar o roadmap da sua API!

Fuja do legado!

API First - O monolito

Outra consideração importante a se fazer é que uma estratégia API First dá o poder nas mãos da escalabilidade e inovação.Isso quer dizer algo muito simples: seus serviços nascem livres e soltos, prontos para integrações de diversos tipos. Esse é o caminho contrário de uma abordagem arquitetural que leva a empresa a construir sistemas com pouca (ou nenhuma) oportunidade de escalar e evoluir, criando o que costumamos chamar de "sistema monolítico".Para ser mais específico, através de uma modulação da infraestrutura com APIs sólidas, desenvolvedores e parceiros (internos e externos) podem criar aplicações para entrar em produção de uma maneira muito mais segura e com maior confiabilidade.

Veremos cada vez mais API First

Considerando tudo isso, a mudança do paradigma para API First permite que qualquer sistema seja muito mais flexível, respondendo mais rapidamente e se comportando de maneira mais dinâmica para se adequar a propósitos não planejados anteriormente.Por isso, acredito que o paradigma API first seja mais escalável por natureza.Ao criar um novo serviço, o design da API tem uma grande importância. Para o serviço seguir para produção, isso significa que a API deve estar bem documentada, fácil de usar, com monitoração, segura e preparada para escalar.O interessante é que todas essas funções estão presentes em soluções de gerenciamento de APIs.A partir disso, cada empresa tem a liberdade (e a responsabilidade) de planejar sua própria estratégia. Basta que leve em consideração a escalabilidade e algumas lições aprendidas sobre seu produto e serviços.Em ambos os casos, o consumo da sua API estará apenas a um convite (ou token de acesso) de distância ;)---Curtiu o post? Que tal receber todos os nossos melhores conteúdos em nossa newsletter?Inscreva-se:[activecampaign form=18]

Obrigado pela leitura!

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