Agro
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October 14, 2022

Marketplaces: O novo passo de inovação do agronegócio no Brasil

Willian Pereira
Content and Communication Analyst
Journalist and content creator for websites, blogs, social media and other digital channels.
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Em uma era na qual inúmeros setores viram na digitalização a única alternativa para se adaptar a uma nova realidade pós-Covid, não seria o agronegócio brasileiro, considerado referência global na adoção de práticas tecnológicas, que ficaria de fora desta onda de transformação digital.

De acordo com o relatório ‘A mente do agricultor brasileiro 2022’, da McKinsey & Company, 71% dos agricultores entrevistados revelaram usar meios digitais em sua jornada de compra. Este comportamento se dá pela presença cada vez mais comum das empresas de agro no cenário online.

O estudo de 2021 da mesma consultoria já havia revelado que o Brasil adotou mais canais digitais para compras agrícolas durante a pandemia do que os Estados Unidos e Europa.

Em meio a uma realidade de vendas cada vez mais digital e conectada, o modelo de marketplaces desponta muito mais do que uma tendência para 2023, mas sim como uma realidade.

Mas, como o modelo de marketplaces é aplicável ao agronegócio?

Os marketplaces existem desde os anos 90, mas chegaram ao Brasil somente na década seguinte. O boom, porém, aconteceu de vez na pandemia, quando o modelo se tornou viável tanto para o proprietário deste ecossistema - que teria uma vitrine com diferentes ofertas - quanto para o pequeno vendedor - que teria onde expor seus produtos.

Somente em 2020, ano de início do contágio de Covid-19 no país, os marketplaces cresceram 52%, o que representou 148,6 milhões de pedidos, crescimento de 38% em relação a 2019, de acordo com dados da Ebit/Nielsen.

O modelo passou a ser adotado, então, por algumas empresas do setor agro, que perceberam a mudança de comportamento do consumidor e aproveitaram para surfar, sabiamente, na onda de transformação tecnológica.

Grandes players cresceram enquanto e-commerces, por trás desta grande loja virtual, construíram ecossistemas de APIs, possibilitando parcerias com outros comerciantes e oferecendo ao cliente final uma variedade maior de produtos das mais variadas vertentes do agronegócio. Afinal, o modelo de marketplaces facilita a vida do produtor rural e abre portas para novas oportunidades aos grandes, médios e pequenos empresários do ramo.

Imagine-o como um shopping online, no qual o fazendeiro encontrará em um único lugar tudo o que ele precisa para a sua fazenda: ferramentas para colheita, produtos agropecuários e uma peça para o motor de um trator, por exemplo. Trata-se de uma experiência unificada ao comprador, ainda que comprando produtos distintos de diferentes lojistas.

Do outro lado da moeda, a principal vantagem é a empresa dona do marketplace não precisar ter todos esses produtos em seu estoque. Mantém o foco em seu core business e, graças às integrações de parceiros, abre espaço para outros lojistas oferecerem seus produtos e serem encarregados de suas próprias logísticas.

APIs habilitando a digitalização do agro

Graças às APIs, o agro pode ter valor agregado ao negócio de inúmeras maneiras, entre elas fornecer novos serviços e produtos aos clientes, aumentar a capilaridade, expandir a rede da cadeia de suprimentos, viabilizar novos modelos de negócio ou recursos a baixo custo e, claro, aumentar as receitas.

Isso porque a integração dos lojistas com o marketplace é automatizada através de um conjunto de APIs, que oferecem facilidade e agilidade aos parceiros na hora de integrar tecnicamente seus sistemas de vendas com a plataforma de e-commerce.

Trata-se de uma relação “ganha-ganha”, pois a empresa centraliza seu canal tecnológico para parceiros, diminuindo custos e aumentando seu alcance, e o parceiro consegue embarcar de maneira menos traumática, concentrando as discussões nas questões de negócio e não em questões técnicas. 

No fim das contas, trata-se de uma troca de informações: o marketplace é a vitrine, o lojista vende, o gateway de pagamento recebe, a empresa de logística entrega, e cada um executa suas tarefas isoladamente, mas interagem e consomem dados uns dos outros o tempo todo.

O papel de um API Management neste cenário

Quando falamos de marketplaces, inevitavelmente falamos de APIs - e se falamos de APIs, precisamos falar sobre uma plataforma de API Management, como a da Sensedia, que será responsável por gerenciar todas essas APIs e oferecer controles relacionados a segurança, governança, arquitetura, documentação e engajamento.

É aqui que nós entramos em ação, como parceira estratégica em uma jornada cada vez mais digital do agronegócio.

Reconhecida em 2022 pela Forrester Wave como líder em soluções de gerenciamento de API, a empresa possui a solução ideal para um marketplace devidamente estruturado.

A plataforma dispõe de ferramentas que apoiam o design das APIs e o controle centralizado da exposição, feita com mediação da camada de gerenciamento, que aplica modernos padrões de segurança (OAuth, criptografia, threat protection, spike arrest, entre outros), de otimização da performance (caching, controle de quotas, dashboards customizados etc), de monetização e de transformação de dados (operação transparente, convertendo dados para diferentes padrões, de acordo com a interface).

Além das features para design, exposição e governança, os recursos de engajamento também são fundamentais, como o Dev Portal, para estimular o uso efetivo das APIs e colher feedbacks para melhoria contínua.

Clique aqui e entenda mais sobre a nossa plataforma de gerenciamento de APIs.

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