APIX
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October 28, 2022

Como o uso de dados impulsiona o Open Education no Brasil

Hecktor Colombo
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Marketing analyst. Specialist in content creation for blog, social networks, websites and journalistic text producer. Majoring in Marketing and Journalism at Estácio de Sá, in Rio de Janeiro
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Quando pensamos em formas de evoluir o mercado com foco na qualidade de trabalho para os profissionais e de experiência para o usuário, logo associamos ao desenvolvimento digital, um tema cada vez mais relevante nas discussões atuais. Na educação, assim como nas áreas de saúde e financeira, o termo Open vem ganhando força e se tornando a solução para a necessidade de transformação tecnológica que se apresenta hoje em dia.

Pensando nisso, o APIX 2022 trouxe um painel para tratar do tema “O uso da tecnologia e de dados para alavancar a educação no Brasil” com os convidados Eduardo Fernandes, do Ministério da Educação (MEC) e Breno Ribeiro, da SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados)

Na conversa, foi possível entender a importância de tecnologias como as APIs, tanto para implementações de interoperabilidade de sistemas quanto para projeções de integração externa de dados, possibilitando o desenvolvimento de um ecossistema de informações sobre o estudante.

Continue a leitura e tenha uma visão geral sobre este debate.

O início da jornada Open na Educação

Após 2020, na tentativa de entender o contexto da educação durante a pandemia, o Ministério da Educação, conforme contou Eduardo, percebeu que não havia uma maneira prática de acessar os dados daquele ano, pois o processo de análise levava muito tempo entre a solicitação, filtragem dos dados pelas instituições de ensino e o envio para o ministério.

Iniciou-se então um programa chamado Rede Aprender, que tem por finalidade a construção da plataforma nacional de interoperabilidade e análise de dados, para integrar todas as instituições de ensino do Brasil de uma maneira  padronizada, ágil e segura nos parâmetros da LGPD, uma vez que são 47 milhões de pessoas com dados dentro da educação. 

Deste programa nasceu o novo aplicativo chamado “Jornada do Estudante”, que ainda está em fase inicial de operação, no qual será possível para cada cidadão consultar seu histórico desde as primeiras fases da educação até a vida acadêmica.

Por exemplo: através deste uso de dados abre-se a possibilidade de novos serviços, como o Sistema de Recomendação, que seria baseado no histórico do aluno nos seus anos de ensino fundamental e médio e no contexto social dessa pessoa, para indicar a ele um caminho a seguir no nível superior. Ou seja, é possível mapear, além do contexto educacional de modo geral, e focar em cada indivíduo.

E para que toda essa transformação fosse possível, o MEC precisou desenvolver o conceito de interoperabilidade desde o início - fator fundamental para a habilitação de qualquer setor rumo ao universo Open. Dentro disso, a Sensedia foi um dos principais canais de apoio no início das discussões sobre como implementar o uso de tecnologias dentro da educação. E dentro de um ano e meio foi disponibilizada a primeira versão da nova plataforma.

Além disso, conforme acrescentou Breno, a SERPRO, ao atender diversas áreas da sociedade, pode criar mecanismos, a partir da interoperabilidade dos órgãos públicos do país, para facilitar até mesmo o acesso dos alunos para dentro da sala de aula, uma vez que, com este controle do ecossistema em pleno funcionamento, ocorre também uma desburocratização em processos que demandam praticidade, como os atos de matrículas.

Caso tenha se interessado pela discussão, você pode acompanhá-la na íntegra clicando aqui.

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