Sensedia na Mídia

SOA é um agente facilitador para a adoção de Cloud

Leia em CIO
03/10/2011

É fácil notar como os temas de SOA e Cloud estão cada vez mais interligados.

Kleber Bacili *

Publicada em 27 de setembro de 2011 às 20h33

Quando parecia que SOA (Arquitetura Orientada a Serviço) estava começando a esmaecer, a rápida ascensão da  Cloud Computing colocou-a novamente na ordem do dia. É fácil notar como os temas de SOA e Cloud estão cada vez mais interligados, já que os assuntos estão aparecendo com certa frequência na mesma temática – como no Gartner de agosto, em São Paulo.

São vários os sinais de que SOA e Cloud estão, de fato, intimamente ligados. Mas para o mercado em geral, ainda são iniciativas distintas. Em contrapartida a essa visão do mercado, conseguimos mostrar que SOA é um agente facilitador na adoção de Cloud, uma vez que a arquitetura SOA constrói aplicações com fronteiras muito bem definidas, proporcionando à TI facilidade na hora de destacar apenas uma parte de suas funcionalidades e colocá-la na nuvem.

Veja abaixo uma lista com cinco formas de convergência entre SOA e Cloud:

1. Quando pensamos em Cloud Computing na perspectiva de IaaS (infraestrutura como serviço), a sua relação está no fato de que, para uma empresa migrar parte de suas aplicações de seus datacenters para Cloud, será necessário revisar as integrações dessas aplicações com o restante do universo de TI e, caso essas integrações não sigam o conceito de Serviços, ficará bem mais difícil realizar esse movimento.

2. Quando o assunto é SaaS (software como serviço), algumas indagações surgem como a questão da Segurança e da integração dos aplicativos na Nuvem com os sistemas internos. Para todas essas questões, o caminho percorrido pelas empresas em SOA é fundamental para encurtar o caminho em Cloud.

3. Além da integração "Cloud/mundo interno da empresa", temos também que considerar a integração "Cloud/Cloud", ou seja, quando a empresa coloca uma nova campanha no ar que utilize serviços da web (como Youtube, Facebook, Linkedin, Google) o caminho da Orientação a Serviços é a melhor saída.

4. Se considerarmos que a exposição de API's ou serviços de negócio estão ficando cada vez mais comuns e que, na grande maioria das vezes não sabemos quais tecnologias os clientes podem usar e nem o volume da demanda de invocações dessas API's, a utilização de web services ligada a elasticidade da nuvem parece ser a combinação perfeita.

5. Se adicionarmos nessa mistura a explosão da utilização de tecnologias móveis, aplicativos para plataforma iOS e Android, novamente somos levados ao cenário da incerteza sobre o volume – que remete à Cloud – e também sobre os cenários de integração – que nos remete à SOA.

Deixemos claro que o objetivo de SOA é fazer com que a empresa seja ágil na disponibilização de novas soluções, proporcionando integrações entre as diversas aplicações existentes e potencializando a reutilização dessas funcionalidades. É importante ressaltar também que um dos fatores que impulsiona a adoção de SOA pelas empresas é o aumento da possibilidade de reutilização de funcionalidades já envolvidas, ou seja, reaproveitamento e economia de investimento.

Além de diversos analistas estarem tratando dos dois assuntos simultaneamente – Anne Thomas Manes, analista do Gartner, que disse "(...) the rise of Cloud Computing put SOA back in the spotlight."; e do analista e pesquisador Joe Mckendrick, que também escreveu sobre isso recentemente em seu blog – muitas certificações em SOA agora são “SOA & Cloud”.

Parece, então, que considerar SOA e Cloud como assuntos convergentes para uma abordagem chamada "Service Technology" é, sim, bastante razoável!

(*) Kleber Bacili é formado pela UNICAMP com MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Atua como diretor de Tecnologia da Sensedia e possui mais de 10 anos de atuação em desenvolvimento, arquitetura de software, componentização e reutilização. É também docente em cursos de pós-graduação em SOA e Web Services na Unicamp e IBTA.

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