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08/09/2011
Bruno do Amaral 08/09/2011
Uma gama de desafios espera os profissionais de TI quando o negócio decide por investir em infraestrutura. Seja na adoção do Cloud Computing ou na integração de diferentes ferramentas no sistema interno da empresa, lidar com a complexidade desses eventos pode ser determinante para um bom resultado final e estabilidade futura.
Entretanto, nem sempre é um processo fácil. É preciso um bom planejamento para escolha das ferramentas certas para proporcionar uma transição saudável no novo modelo. Com a empresa necessitando reformar sua estrutura interna para poder atender à demanda do mercado e, dessa forma, crescer de maneira sustentável, o próprio futuro da companhia está em jogo.
"Normalmente, os ambientes de TI de grandes empresas têm um requinte de complexidade que cresce ao longo do tempo, com diversas plataformas diferentes convivendo com sistemas desenvolvidos internamente", afirma Kleber Bacili, diretor de Tecnologia da Sensedia, empresa especializada em soluções de Arquitetura Orientada a Serviço (SOA). A companhia atende grandes organizações como Embraer, Itaú, Ipiranga, Editora Abril e Bradesco Seguros e afirma ter registrado um crescimento de 75% no faturamento em relação em 2010, o que aponta a tendência da aplicação.
Com o SOA, é possível proporcionar uma uniformidade entre as diferentes ferramentas para serviços de TI. "O objetivo é que a empresa mantenha a produtividade na reimplantação desses serviços para uma rápida integração e entrega de novas soluções", diz Bacili. Isso implica na governança, pois, como afirma o executivo, "não adianta a companhia desenvolver centenas de serviços e ninguém saber onde estão, quais são e o que fazem. É preciso organização para que os benefícios na reutilização e a economia sejam sentidos".
Profissionais abertos ao Cloud
A aposta no Cloud é outro setor a receber, de fato, vantagens com o investimento em infraestrutura. Além de poder especializar determinada área com profissionais mais capacitados diretamente no servidor, com o SOA a migração fica mais fácil, de acordo com a Sensedia. A velocidade no processo pode permitir que iniciativas como BPM e Cloud andem juntos de forma intensificada para deixar a estrutura de TI da companhia mais madura.
Segundo Cibele Andrea de Godoy Fonseca, gerente de Tecnologia da Informação da Construtora Andrade Gutierrez, há certa ansiedade por parte dos profissionais de TI para a adoção da nuvem na hora de investir em infraestrutura. "Eu espero que os fornecedores estejam preparados para esse serviço, porque a gente quer comprar", diz ela, afirmando ainda preferir ter um acordo com um servidor único em vez de fechar com diferentes companhias para hardware e software.
Mas há a necessidade de melhorias na própria estrutura do País para que seja possível utilizar plenamente soluções pela web. "As empresas de telecomunicações precisam ampliar a malha delas e os fornecedores têm de se unir para baratear o Cloud", conta.
A necessidade de investimentos é uma realidade ainda maior com a proximidade de grandes eventos como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. "Se já temos problemas com celular, links e transmissão por conta do baixo número de antenas, imagine na Copa", alerta. Outro ponto fundamental, diz Cibele, é a estrutura da rede elétrica brasileira, que precisará estar pronta para a demanda extra de Data Centers. Afinal, é melhor se preparar agora para não sofrer depois com apagões.
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