DA Insight é o newsletter da DigitalAssets, empresa especializada em soluções para gestão de reuso de software. O newsletter oferece informações que incentivam o conhecimento sobre reuso e Arquitetura Orientada a Serviços (SOA), divulgando pesquisas, novas tecnologias, entrevistas, tendências e eventos.
Leia nesta edição:
Boa leitura!

Enterprise Architecture
O termo “arquitetura”, que no mundo da tecnologia é usado constantemente, implica em uma lógica de sistema, com elementos ou parte de elementos juntos e interagindo. Considerando este fato, Enterprise Architecture (EA) pode ser definida como um conjunto de princípios, políticas e escolhas técnicas para os sistemas de TI de uma empresa, com a função de “standarização” técnica e organizacional. E isso é só o início. Essa arquitetura projeta como será utilizada a TI e sua capacidade de responder aos desafios e exigências empresarias que estão por vir. Ela assegura o alinhamento entre os investimentos em TI e a estratégia de negócio, um sinônimo de investimento bem aplicado e respostas mais rápidas. Padronização, reuso de ativos digitais, compartilhamento de métodos, sustentação do direcionamento estratégico da corporação e o já citado alinhamento TI/ sistemas/ business são o coração dessa arquitetura. E, se de um lado existe a padronização, de outro é necessário o envolvimento dinâmico e flexível em função da evolução do negócio, dos processos e da tecnologia. Mais em Wikipedia!

Cláudia Werner
Professora do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da COPPE/UFRJ desde 1993, Cláudia Werner é especialista em Engenharia de Software, Orientação a Objetos e Reutilização de Software. Já formou 5 doutores e cerca de 30 mestres na área. Nessa entrevista exclusiva para a DA Insight, ela indica alguns cuidados na hora de implantar um programa de reuso e as estratégias para obter sucesso nessa iniciativa.
DA Insight: Como as empresas vêm tratando a reutilização de software? E as universidades?
Cláudia Werner: Essa opção ainda é tratada de forma muito tímida e diferenciada nas empresas. Na maior parte das vezes, a reutilização é feita de forma oportunista, adotando-se técnicas ad-hoc, e não de forma sistemática e pré-planejada. Porém, o impacto na produtividade e qualidade é limitado quando não se estabelece uma estratégia para a reutilização de software. Da mesma forma, são poucas as grades curriculares que incluem esse tema como uma disciplina específica dentre os tópicos oferecidos na área de Engenharia de Software. Isso é muito raro no nível de graduação.
DA Insight: Qual a relação entre Arquitetura Orientada a Serviços (SOA) e a reutilização de software?
Cláudia Werner: A Arquitetura Orientada a Serviços pode ser vista como uma das técnicas para se realizar a reutilização de software, assim como o Desenvolvimento Baseado em Componentes ou as Linhas de Produto de Software.
DA Insight: Quais os fatores críticos que podem impactar positiva ou negativamente na adoção do reuso?
Cláudia Werner: É importante ganhar e manter um comprometimento da gerência em todos os níveis hierárquicos e garantir a continuidade de recursos financeiros para promover o programa de reutilização na empresa. Somente com uma visão da reutilização como investimento, onde se planta hoje para colher o resultado no futuro, é que as chances de sucesso aumentam.
DA Insight: Qual o impacto com a inclusão de requisitos relacionados a reuso no processo de avaliação do MPS.BR (Certificação de Melhoria de Processos do Software Brasileiro), que é baseado no CMMI (Capability Maturity Model Integration)?
Cláudia Werner: Uma das medidas de amadurecimento de uma técnica é justamente o reconhecimento da necessidade de ser garantir a sua execução. A introdução dos processos de reutilização no MPS.BR permitirá que as empresas discutam e planejem as melhores formas de se implementar a reutilização de software, buscando um aumento gradativo dos níveis de sistematização de suas práticas atuais.

Parceria DigitalAssets e Unicamp viabiliza cursos
O curso de extensão Arquitetura de Software, Componentização e SOA tem foco no reuso de software, além de novas abordagens de construção como Arquitetura Orientada a Serviços (SOA), Componentização e Web Services, que são formas de ganhar agilidade no desenvolvimento de software. Concebido por profissionais da DigitalAssets, Ci&T e a Escola de Extensão da Unicamp, teve início em maio e termina no final de agosto deste ano. As aulas acontecem aos sábados no Instituto de Computação da Unicamp. O curso se baseia em casos concretos com aplicações práticas. Os alunos apresentam um alto nível de conhecimento e experiência em programação orientada a objetos, tais como Java, C# e C++.
Evento Gartner: VI Conferência Anual de Integração Empresarial

Com mais de 500 participantes, a VI Conferência Anual de Integração Empresarial, promovida pelo Gartner, aconteceu nos dias 10 e 11 de abril, em São Paulo. Foram tratados temas como as tendências em Integração de Aplicativos, Web Services, SOA e BPM.
Da esquerda para a direita: Carlos E. Dzialoschinsky (diretor comercial da DigitalAssets), Kleber Bacili (diretor de tecnologia), Frank Kenney (analista do Gartner especialista em SOA) e Fernando Matt (CEO).
DA recebe Prêmio de Qualidade e Produtividade de Software
Entre os dias 25 e 29 de junho, em Porto de Galinhas-PE, aconteceu o Encontro de Qualidade e Produtividade de Software (EPQS), em paralelo ao VI Simpósio Brasileiro de Qualidade de Software (SBQS). Durante o evento, foi entregue o Prêmio Dorgival Brandão Júnior, principal reconhecimento à qualidade e produtividade em software no Brasil, oferecido pelo Ministério de Ciência e Tecnologia. A DigitalAssets foi uma das selecionadas para receber o Prêmio referente ao Ciclo de 2006, concedido ao projeto Rede de Compartilhamento de Componentes de Software (RCCS), desenvolvido através da parceria entre a DigitalAssets, Ci&T e Unicamp.

DigitalAssets Discoverer
O DigitalAssets Discoverer é uma ferramenta para a identificação automática de ativos reutilizáveis de software, componentes e serviços web em aplicações existentes. Com o objetivo de antecipar o ROI de projetos SOA, o DigitalAssets Discoverer vasculha o código fonte de aplicações legadas utilizando mecanismos inovadores, baseados em indicadores de complexidade e qualidade de código. Esse processo traz luz aos investimentos já realizados em desenvolvimento de software para reutilização posterior. A identificação automática de componentes pode ser aplicada em diferentes contextos como reuso de software, reengenharia de sistemas legados e convergência de aplicações em SOA. A ferramenta possui interfaces dinâmicas para realização de todas as etapas da identificação de ativos, desde a realização da varredura das aplicações, passando pela configuração dos indicadores, até a colheita dos ativos sugeridos e a publicação desses no repositório de ativos (DigitalAssets Manager) da empresa.
 
Asset Management
Gestão de carteira de investimentos ou componentes de software?
por Marcílio Oliveira, consultor da DigitalAssets
A tarefa de se definir ou até mesmo refletir sobre Asset Management não é simples. Para começo de conversa, é necessário qualificar o ativo, ou seja, precisamos definir o que é asset. Esse termo é tipicamente utilizado nas áreas de economia, mídia e tecnologia. Economicamente, Asset Management remete a gestão da carteira de ativos financeiros, com foco em investimentos coletivos ou simplesmente ativos pessoais. Com relação à mídia, o conceito aborda a criação, publicação e gestão de imagens e outros arquivos de mídia.
Em tecnologia, há duas formas usuais de Asset Management: controle de inventário de licenças de software; e a gestão de ativos de conhecimento como componentes de software, serviços e bibliotecas com o objetivo de organização e reutilização.
Nessa discussão, vamos nos concentrar no conceito de Asset Management, significando a gestão da criação e reutilização de componentes, serviços, bibliotecas, etc. de forma integrada ao ciclo de desenvolvimento de aplicações de software. A gestão de ativos tem obtido papel fundamental na implantação de estratégias de vanguarda no desenvolvimento de software, como Service-Oriented Architecture (SOA). Nestes casos, é vital ter controle do acervo de ativos. Asset Management possibilita uma visão do que já se tem pronto para ser monitorado, evoluído e reusado em diferentes contextos com o objetivo de encurtar o ciclo de desenvolvimento, reduzir custos e aumentar a qualidade na criação de aplicações de missão crítica.
Anote aí. Quando a questão é Asset Management, devemos pensar em governança, controle do acervo, economia e visibilidade das aplicações e reutilizações. Esta abordagem, juntamente com as ferramentas, métricas e processos adequados, pode fornecer diferenciais competitivos consideráveis para as áreas de TI das empresas.
By Valence Imagem Corporativa
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