DA Insight é o newsletter da DigitalAssets, empresa especializada em soluções SOA (Arquitetura Orientada a Serviços) e em gestão e reúso de ativos de software. O newsletter oferece informações que incentivam o conhecimento sobre SOA e reúso, divulgando pesquisas, novas tecnologias, entrevistas, tendências e eventos.

Leia nesta edição: Boa leitura!


Ativos de software: o que são?

Ativos de software, principalmente quando o assunto envolve o reúso, não são apenas os módulos de código-fonte. Qualquer artefato produzido em qualquer fase do processo de desenvolvimento e ciclo de vida do software pode ser considerado – e devidamente gerenciado – como um ativo. Nesse sentido, inclui as especificações, requisitos de aplicações, definições da fase de projeto, modelos e programas para testes, arquiteturas de software e documentações, entre outros. Também – e talvez tão ou mais importante - entram nessa lista experiências e competências. Esses artefatos representam a captura de conhecimentos fundamentais. Sendo assim, carregam valor em potencial. E o reúso se torna um meio inteligente para explorar esse valor.


Alberto Costa, Thorus Scisoft

Alberto Costa Nogueira Jr é gerente de marketing da Thorus Scisoft, empresa que provê soluções nas áreas de Engenharia Assistida por Computador (CAE), Fadiga e Durabilidade, Fluidodinâmica Computacional (CFD) e Otimização em Design de Engenharia. Doutor em Mecânica dos Fluidos Computacional, Nogueira possui mais de 10 anos de experiência no desenvolvimento de soluções de simulação para o mercado de engenharia. Nesta entrevista, ele fala sobre a importância da gestão de propriedade intelectual.

DA Insight: Na sua opinião, qual a importância da gestão da propriedade intelectual digital produzida pelas simulações de engenharia?

Alberto Costa: As simulações geram um grande volume de informações e conhecimento, que normalmente não ficam retidos nos ambientes de engenharia onde são produzidos. A retenção, proteção e reúso desse tipo de propriedade intelectual implicam diretamente na redução de custos e de prazos associados ao ciclo de desenvolvimento de produtos manufaturados. Dessa forma, contar com uma ferramenta para gestão da propriedade intelectual produzida pelas simulações é de vital importância para aumentar a eficiência e a produtividade de empresas que desenvolvem projetos de engenharia.


DA Insight: Como uma ferramenta para gestão da propriedade intelectual pode aumentar a eficiência e a produtividade de empresas que desenvolvem projetos de engenharia?

Alberto Costa: Reter e proteger as informações produzidas nas simulações é um aspecto crucial para as empresas de engenharia, pois o conhecimento gerado nesse processo é de propriedade das companhias e não dos engenheiros que participaram da sua produção. A perda dessas informações provoca, invariavelmente, a repetição de trabalho e a diminuição de produtividade. Isso é o que normalmente se observa em empresas do setor automobilístico, por exemplo. Outro aspecto extremamente relevante associado a uma ferramenta de gestão de propriedades intelectuais geradas pelas simulações é a possibilidade de se incrementar tremendamente o reúso dessas propriedades de forma a economizar recursos e acelerar os tempos de projeto. Uma ferramenta de gestão de propriedade intelectual como o DA Simulation Manager atende exatamente essas necessidades vitais do ambiente de engenharia.


DA Insight: Qual a importância das políticas de gestão de ativos digitais para estabelecimento e manutenção de vantagens competitivas?

Alberto Costa: O nível crescente de exigência sobre os projetos de engenharia no que se refere ao aumento de performance, economia de energia e redução de emissões de produtos manufaturados impele as empresas líderes de mercado a buscar soluções que aumentem a eficiência e a produtividade de seus novos desenvolvimentos. Nesse sentido, investir em políticas de gestão de ativos digitais como alavanca para as propriedades intelectuais associadas ao know-how de simulação, processos, dados e decisões resultantes é um fator determinante para se alcançar níveis de produtividade e eficiência que resultem no estabelecimento e na manutenção de vantagens competitivas.


DA Insight: Por que a parceria entre a DigitalAssets e a Thorus Scisoft é importante?

Alberto Costa: De forma bastante direta, pode-se dizer que essa parceria representa um benefício claro para todas as empresas que dependem essencialmente da área de engenharia para desenvolverem novos produtos e se manterem competitivas no mercado. Por um lado, a DigitalAssets sintetiza em seu produto, o DA Manager, todo o potencial de aumentar a eficiência e a produtividade das empresas através dos conceitos de gestão e reúso de propriedades intelectuais digitais. Por outro lado, a Thorus Scisoft detém um conhecimento único de como diminuir custos e prazos no segmento de simulação para engenharia. Essa união resulta, portanto, numa acentuada sinergia que certamente trará avanços significativos para o mercado de engenharia brasileiro.


Ministério da Ciência e Tecnologia premia DigitalAssets

Pelo segundo ano consecutivo, a DigitalAssets recebe o Prêmio Dorgival Brandão Júnior da Qualidade e Produtividade em Software. Promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, no âmbito do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade em Software, a premiação acontece anualmente, desde 1994, destacando os melhores projetos voltados para a melhoria da qualidade e produtividade do software nacional. A DigitalAssets foi premiada esse ano pelo projeto IACS – Identificação Automática de Componentes de Software, desenvolvido em conjunto com o Laboratório de Inovação em Software na Unicamp.

A DigitalAssets investe pesado em pesquisa com a intenção de transformar o resultado em um produto novo ou na melhoria de algum já existente. As soluções desenvolvidas pela empresa mostram como pesquisas bem direcionadas, conduzidas em um ambiente propício à inovação, podem levar a resultados com alta aplicabilidade no mercado.



Visita à China

A DigitalAssets participou da 10a ICSR (International Conference on Software Reuse), realizada em Pequim, China, no final de maio. A ICSR é considerada a principal conferência internacional sobre o domínio da reutilização de software. O evento é focado em apresentar inovações relevantes para a prática de reúso de ativos de software. A DigitalAssets, empresa que busca excelência e constante inovação, foi conferir as últimas tendências em estratégias de reúso com o objetivo de converter esse conhecimento em funcionalidades nos seus produtos.


3º Fórum SOA
  • Data: 17 de julho de 2008
  • Local: Amcham, São Paulo
Segundo o instituto de pesquisa WinterGreen Research, o mercado mundial de SOA deve chegar a US$ 18 bilhões em 2011. Para aqueles que buscam divulgar e discutir os benefícios dessa abordagem em plena expansão, o 3º Fórum SOA, organizado pela Converge Comunicações e TI Inside, é uma referência de mercado. As palestras contemplam tecnologia, soluções e exemplos de cases de sucesso de usuários na implantação de SOA. A DigitalAssets é patrocinadora do evento, cujo foco é apresentar o valor de SOA para o negócio, reúso de software, integração das aplicações, governança, gerenciamento de riscos, inovação e métricas de retorno sobre o investimento. No programa, a palestra “SOA - Erros comuns (Anti-Patterns) e boas práticas para uma estratégia de sucesso”, ministrada por Kleber Bacili, diretor de tecnologia da DigitalAssets. Mais informações.



DA Educação – Sucesu-SC e DigitalAssets promovem workshop SOA

  • Data: 26 de junho de 2008
  • Local: Auditório SUCESU-SC, Florianópolis
A Sucesu-SC (Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Santa Catarina) e a DigitalAssets firmaram uma parceria para oferecer o workshop “Conhecendo e Aplicando SOA - Conceitos Práticos e Roadmap de Adoção”. O objetivo do workshop é capacitar profissionais através de uma abordagem prática, discussão de casos de sucesso, boas práticas e as lições aprendidas. Programa: Introdução a SOA, Serviços SOA e BPM, Web Services, Infra-estrutura, Governança e Roadmap de adoção de SOA. Mais informações.


Tagging e Folksonomia
por José Vahl, gerente de produtos da DigitalAssets, e Eduardo Machado Gonçalves, pesquisador da DigitalAssets

Tagging, no contexto de compartilhamento de conteúdo digital, é um conceito onde alguém pode associar palavras-chave - as tags - de forma a criar algum vínculo de interesse entre elas e o conteúdo. Em geral, tagging pode ser utilizada como meta-informação no apoio a tarefas de descoberta e pré-avaliação, antes mesmo de acessar a informação.

Os consumidores de conteúdo podem ter um papel ativo em tagging. E isso cria um novo conceito: folksonomia! Caracterizada pela construção colaborativa da classificação do conteúdo digital a partir da linguagem natural da comunidade que a utiliza, folksonomia é uma analogia à taxonomia (ciência da classificação), mas inclui o prefixo “folks”, palavra da língua inglesa que significa pessoas.

A correta aplicação da folksonomia aumenta a taxa de sucesso na localização da informação e torna disponível uma classificação que não é disjunta do vocabulário da comunidade. Mas, para obter uma visão articulada do assunto, é necessário avaliar como folksonomia é entendida e usada.

Então, nada melhor do que ir direto à fonte e compilar um conjunto de idéias a partir da análise de diversas aplicações web que implementam tagging e folksonomia (como blogs, feeds, repositório de ativos digitais, portais, etc.).

- Classificação versus Tags: A categorização organiza informação usando uma abordagem formal, onde a própria classificação é controlada por especialistas e o vocabulário é igualmente controlado. Já a folksonomia propõe uma alternativa informal, onde o conjunto de tags pode ser pensado como uma classificação comunitária e colaborativa, de forma a utilizar a inteligência coletiva em prol do próprio objetivo de melhor identificar e distribuir a informação.

- Folksonomia é um atributo obrigatório? : Dependendo do tipo de conteúdo digital (imagem, som ou conteúdo binário em geral), a opção de metadados pode ser a mais eficiente ou até a única praticável. É neste ponto que entra a escolha entre classificação ou tagging.

- Sugestão de tags: Algumas ambigüidades certamente surgem com a folksonomia, mas podem ser atenuadas. Uma solução muito usada é a sugestão ou recomendação de tags. De modo geral, a reutilização de tags consolida um vocabulário, sem que a informação cognitiva do usuário seja perdida, fazendo com que as buscas tragam, na média, resultados mais relevantes.

- Informação temporal nas tags: O recurso de timestamps é útil na medida em que permite inclusão de filtros para exibição de tags (tags da última semana, por exemplo).

- Tags com peso: A tag count é uma métrica muito comum, que indica a popularidade da tag, isto é, o quanto ela é usada pela comunidade para anotar o universo de artefatos compartilhados. É a métrica mais usada para construir tag clouds, onde o volume de conteúdo é representado proporcionalmente ao tamanho da fonte usada.

Evidentemente, implementar ou não uma funcionalidade merece sempre uma boa análise. É preciso analisar se o conjunto de requisitos direciona a uma solução de folksonomia. Em linhas gerais, o benefício com essa solução é prover uma alternativa à classificação hierárquica complexa, que seja de esforço menor, mas de grande valor agregado para usuários, administradores e produtores de conteúdo.

Folksonomia traz uma nova forma de interagir com os artefatos digitais, com o sistema e, indiretamente, entre os próprios usuários. Devido à inerente facilidade que folksonomia traz para o aumento da participação do usuário, uma grande quantidade de informação pode ser gerada em um período curto de tempo, tornando informações relevantes cada vez mais acessíveis e as aplicações mais ricas e interativas. É a mais pura representação da Web 2.0!


   

Junho / 2008
By Valence Imagem Corporativa - contato@valence-br.com.br



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