Entrevistas

Alberto Costa, Thorus Scisoft 2

24/06/2008

Alberto Costa Nogueira Jr é gerente de marketing da Thorus Scisoft, empresa que provê soluções nas áreas de Engenharia Assistida por Computador (CAE), Fadiga e Durabilidade, Fluidodinâmica Computacional (CFD) e Otimização em Design de Engenharia. Doutor em Mecânica dos Fluidos Computacional (CFD), Nogueira possui mais de 10 anos de experiência no desenvolvimento de soluções de simulação para o mercado de engenharia. Nesta entrevista, ele fala sobre a importância da gestão de propriedade intelectual.

DA Insight: Na sua opinião, qual a importância da gestão da propriedade intelectual digital produzida pelas simulações de engenharia?

Alberto Costa: As simulações geram um grande volume de informações e conhecimento, que normalmente não ficam retidos nos ambientes de engenharia onde são produzidos. A retenção, proteção e reúso desse tipo de propriedade intelectual implicam diretamente na redução de custos e de prazos associados ao ciclo de desenvolvimento de produtos manufaturados. Dessa forma, contar com uma ferramenta para gestão da propriedade intelectual produzida por simulações é de vital importância para aumentar a eficiência e a produtividade de empresas que desenvolvem projetos de engenharia.

DA Insight: Como a simulação contribui para diminuir custos e prazos para as empresas de engenharia?

Alberto Costa: A simulação contribui para a diminuição de custos e prazos na medida em que reduz sensivelmente a quantidade de ensaios físicos e de protótipos necessários para se validar produtos manufaturados. Os custos envolvidos nos processos experimentais de elaboração de ensaios e construção de protótipos são, via de regra, superiores aos das simulações. As simulações oferecem a possibilidade de se conhecer em detalhe o comportamento físico de tais produtos a custos competitivos e com prazos reduzidos relativamente ao que pode ser obtido com o processo experimental.

DA Insight: Como uma ferramenta para gestão da propriedade intelectual pode aumentar a eficiência e a produtividade de empresas que desenvolvem projetos de engenharia?

Alberto Costa: Reter e proteger as informações produzidas nas simulações é um aspecto crucial para as empresas de engenharia, pois o conhecimento gerado nesse processo é de propriedade das empresas e não dos engenheiros que participaram da sua produção. A perda dessas informações provoca, invariavelmente, a repetição de trabalho e a diminuição de produtividade. Isso é o que normalmente se observa em empresas do setor automobilístico, por exemplo. Outro aspecto extremamente relevante associado a uma ferramenta de gestão de propriedades intelectuais geradas por simulações é a possibilidade de se incrementar tremendamente o reúso dessas propriedades de forma a economizar recursos e acelerar os tempos de projeto. Uma ferramenta de gestão de propriedade intelectual como o DA Simulation Manager atende exatamente essas necessidades vitais do ambiente de engenharia.

DA Insight: Qual a demanda das empresas que desenvolvem projetos de engenharia para fazer a gestão desses ativos?

Alberto Costa: Assim como o mercado de TI, o mercado de engenharia reconhece, cada vez mais, a importância que as políticas de gestão de ativos digitais desempenham no estabelecimento e na manutenção de vantagens competitivas. Dessa forma, diante do excepcional momento vivido pelo setor produtivo brasileiro, particularmente em ramos como o automobilístico, o aeronáutico e o de petróleo, estima-se que a demanda por ferramentas de gestão de propriedade intelectual de engenharia cresça aceleradamente nesses segmentos ao longo deste e dos próximos anos.

DA Insight: Qual a importância das políticas de gestão de ativos digitais para estabelecimento e manutenção de vantagens competitivas?

Alberto Costa: O nível crescente de exigência sobre os projetos de engenharia no que se refere a aumento de performance, economia de energia e redução de emissões de produtos manufaturados impele as empresas líderes de mercado a buscar soluções que aumentem a eficiência e a produtividade de seus novos desenvolvimentos. Nesse sentido, investir em políticas de gestão de ativos digitais como alavanca para as propriedades intelectuais associadas ao know-how de simulação, processos, dados e decisões resultantes é um fator determinante para se alcançar níveis de produtividade e eficiência que resultem no estabelecimento e na manutenção de vantagens competitivas.

DA Insight: Por que a parceria entre a DigitalAssets e a Thorus Scisoft é importante?

Alberto Costa: De forma bastante direta, pode-se dizer que essa parceria representa um benefício claro para todas as empresas que dependem essencialmente da área de engenharia para desenvolverem novos produtos e se manterem competitivas no mercado. Por um lado, a DigitalAssets sintetiza em seu produto, o DA Manager, todo o potencial de aumentar a eficiência e a produtividade das empresas através dos conceitos de gestão e reúso de propriedades intelectuais digitais. Por outro lado, a Thorus Scisoft detém um conhecimento único de como diminuir custos e prazos no segmento de simulação para engenharia. Essa união resulta, portanto, numa acentuada sinergia que certamente trará avanços significativos para o mercado de engenharia brasileiro.

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